Aparentemente estou bem, interiormente talvez não, alucinações invadem a minha alma para se apoderarem da minha inocência enquanto estou ausente, naquele pensamento perdido por não haver alguém além de mim que o imagine e achado por ser eu a imaginá-lo. Escuridão, tristeza, abalo, obsessão, saudade, é tudo tão estranho e oculto, só penso em fugir daquela prisão que não me deixa viver a fantasia, a imaginação do magnífico. Quero voltar atrás sem me magoar, mas viver o futuro sem medo de o prever. Suspiro pela angústia que estou a sentir, o meu poder já não é nenhum, ilusão talvez seja a palavra que se enquandra melhor para este sentimento profundo e obscuro. Vou parar, para que tudo pare à minha volta, para que não volte a pensar, criar, sentir, experimentar... Quero um relógio parado no tempo. Ou então voar para o infinito onde nada nem ninguém me possa alcançar, num mundo disperso sem fim.
küss*